Para que serve
Informação em atualização.
Mecanismo de Ação
Informação em atualização.
Protocolo de Uso
Formas Farmacêuticas
📖 Descrição Completa
Considerada antidiabética, anti-inflamatória, antibacteriana, emenagoga (estimulam a circulação sanguínea na região da pélvis e do útero mas que podem causar aborto ou hemorragias), aumentando a resistência de vênulas e arteríolas (fortalece os vasos sanguíneos mais finos do corpo (veias pequenas e artérias pequenas), tornando-os mais "resistentes" à pressão e menos propensos a quebrar, vazar ou dilatar) (Drescher, 2001).
O chá das folhas é utilizado principalmente para o tratamento de problemas cardíacos, incluindo taquicardia e pressão alta (Van den Berg, 1983), além de hidropsia, anemia, derrames, tremores e como ativador da circulação sanguínea (Lorenzi & Matos, 2002).
O suco das folhas e ramos é utilizado em regiões da Amazônia contra epilepsia por sua ação anticonvulsivante e nos últimos anos tem sido muito empregada como hipoglicemiante. (Lorenzi & Matos, 2002).
Em Cuba é utilizada para transtornos respiratórios, como catarro, tosse e asma. É usada externamente para afecções de pele, como furúnculos e abscessos e também para fraturas (uso comum no México) (Gupta, 1995).
🔬 Princípios Ativos
Estudos fitoquímicos evidenciaram a presença de esterois, quinonas e compostos fenólicos nas folhas e antocianinas no fruto. Outras investigações apontaram a presença de aminoácidos, alcaloides, saponinas, taninos, açúcares, esterois, lactonas sesquiterpênicas e luteolina (Gupta, 1995). Possui flavonóides como cianidina, cianidina-3-arabinosideo, cianidina-3-rhamnosil-arabinosideo, delfinidina, delfinidina-3-O-beta-D-glucosideo, delfinidina-3-O-beta-D-rutinosideo, delfinidina-3-rhamnosideo, canferol 3-α-ramínosideo e quercetina 3-α-ramínosideo (Gupta, 1995; Beltame, et al., 2001). Contém alfa e beta-carotenoides, sais de magnésio, manganês, silício, cálcio, fósforo, potássio e oxalato de cálcio (Drescher, 2001), beta-sitosterol sitosterol-beta-D-glucopiranosideo (Beltrame, et al., 2002).
- Flavonóides: Canferol 3-ramnosideo, quercetina 3-ramnosideo, canferol 3- α -ramnosideo, quercetina 3- α -ramnosideo, dentre outros.
- Esteróides: Sitosterol e 3β-O-β-D-glucopiranosilsitosterol
- Cumarinas: Sabandina, 5,6,7,8-tetra-hidroxicumarina-5β-xilopiranósido
- Outros: Ácido fítico
- Marcadores Químicos (Fitoconstituintes): Os principais marcadores associados à atividade biológica da C. verticillata são flavonoides, compostos fenólicos, derivados do ácido cinâmico, cumarinas e esteróis.
- Compostos Específicos: Estudos de fitoquímica identificaram substâncias como Rutin (rutina), Kaempferol-3-O-rutinoside e Luteolin-7-O-glucoside.
- Percentuais/Concentração: Estudos indicam uma composição complexa. Pesquisas de avaliação de toxicidade em extratos aquosos indicaram concentrações de fenóis totais, com valores como 1,36 ± 0,04 mg/equivalente de pirogalol (PAE) em extratos de folhas.
- Atividade Antioxidante: O extrato demonstra alta capacidade antioxidante, sendo capaz de inibir a oxidação, com inibição de DPPH relatada em estudos relacionados.
- Apesar de uma das indicações ao uso da planta ser a qualidade antidiabético atribuída popularmente, os estudos em modelos animais tem-se mostrado contraditórios nesse aspecto. Autores como Viana, et al., 2004, colocam a redução de até 25% na glicose de animais diabéticos com o uso do extrato aquoso da planta, enquanto outros, como Beltrame, et al., 2002 chegam a resultados que negam este uso popular. Os resultados também são contraditórios no que se refere a níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue com o uso do extrato aquoso. No entanto, um dos estudos aponta atividade antibacteriana para dois compostos da planta (beta-sitosterol e sitosterol-beta-D-glucopiranosideo) (Beltrame, et al., 2002). A ação anticonvulsivante foi demonstrada em estudos com modelos animais, com ação protetora frente a convulsões induzidas (Gupta, 1995).
Contraindicações
Não foram encontrados na literatura consultada, entretanto, como a planta demonstrou em alguns estudos atividade estimulante uterina em modelos animais (Gupta, 1995) e pela falta de informações que atestem a segurança do uso durante a gravidez, não é recomendável o seu uso nesta situação.
- Hipoglicemia: Devido ao seu forte potencial hipoglicemiante, não deve ser usada por pessoas com hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue).
- Interação Medicamentosa: Diabéticos que já utilizam medicamentos convencionais (insulina sintética ou hipoglicemiantes orais) devem evitar o uso sem supervisão médica, pois pode potencializar o efeito e causar queda perigosa do açúcar no sangue (hipoglicemia severa).
- Gestantes e Lactantes: Não há estudos de segurança suficientes para grávidas e mulheres amamentando, sendo recomendado evitar.
- Crianças: O uso em crianças menores de 12 anos não é recomendado sem orientação médica.
- Hipotireoidismo: Deve ser usada com cautela por pessoas com hipotireoidismo durante tratamento prolongado.
Interações
Efeitos Adversos
Observações Importantes
📚 Referências-Base / Comprovação Científica
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