Para que serve
Informação em atualização.
Mecanismo de Ação
Informação em atualização.
Protocolo de Uso
Formas Farmacêuticas
📖 Descrição Completa
A Bromelia antiacantha Bertol., popularmente conhecida como gravatá ou caraguatá, é uma bromeliácea nativa da Mata Atlântica com importante uso medicinal popular, principalmente no sul do Brasil.
Utilização Fitoterápica
A utilização é baseada no conhecimento tradicional (etnobotânico) e estudos preliminares:
Ação Expectorante e Antitussígena: O uso mais comum é o xarope preparado com os frutos maduros para tratar tosse, bronquite, asma e outras infecções respiratórias.
Ação Anti-helmíntica: Popularmente utilizada como vermífugo.
Antimicrobiano e Cicatrizante: O suco dos frutos é utilizado para limpar feridas, devido às propriedades proteolíticas que degradam tecidos mortos.
Antitumoral (Estudos): Extratos etanólicos mostraram inibição na viabilidade de células humanas de câncer cervical em laboratório.
Nota de Segurança: A planta é bastante rica em compostos, e seu uso medicinal, especialmente em xaropes, deve ser feito com conhecimento técnico para evitar toxicidade, embora estudos apontem baixa toxicidade em doses baixas.
Os frutos do B. antiacanta apresentam coloração amarela a laranja quando estão maduros e possuem formato oval, sementes pequenas, e polpa comestível.
São usados no preparo de geleias, sucos, e licores, e na medicina popular como anti-helmíntico, diurético, vermífugo, expectorante e no tratamento de cálculos renais.
Além disso, os frutos são ricos em bromelina, proteinase utilizada pela indústria alimentícia para amaciar carnes, estabilizar cerveja, e proporcionar crocância em alimentos assados. Também possui altos níveis de vitamina C e níveis relevantes de manganês, cálcio, potássio e magnésio. No entanto, apesar do alto teor nutricional e do potencial farmacológico dos frutos, poucos estudos relatam cientificamente suas ações biológicas.
🔬 Princípios Ativos
- Outros metabólitos presentes: Compostos fenólicos, flavonoides, cumarinas e saponinas (incluindo daucosterol) também são identificados como constituintes químicos ativos.
- Proteína: O teor de proteínas no fruto é relativamente baixo, em torno de 0,62 ± 0,15% (ou 3,57% em base seca), mas apresenta alta atividade enzimática.
- Atividade Enzimática: Extratos brutos dos frutos maduros demonstraram alta atividade proteolítica (cerca de 78.1 EU/mL), indicando uma alta concentração de enzimas ativas (cisteína proteases).
- Compostos Fenólicos: Estudos encontraram uma média de 500 µg/g de compostos fenólicos totais nos frutos frescos.
Os testes qualitativos’ metodologias para a presença de compostos fenólicos, taninos, flavonóides, cumarinas, saponinas, quinonas e quinonas glicosídicas foram adaptadas de Simões et al. (2004).O.
Saponinas: alguns miligramas dos extratos foram dissolvidos em tubos de ensaio contendo 15 mL de água destilada e vigorosamente agitados. A formação e manutenção da camada de espuma igual ou superior a 10 mm, por mais de um minuto, mesmo após a adição de gotas de solução de ácido clorídrico (HCl) a 10% representa um resultado positivo;
Compostos fenólicos e taninos: alguns miligramas dos extratos foram dissolvidos em 10 mL do solvente apropriado (água deionizada ou etanol), filtrados e adicionados dez gotas de solução alcoólica de cloreto férrico (FeCl3 (s)) a 1%. Qualquer alteração na coloração ou precipitado formação é indicativo de reação positiva, em comparação ao teste em branco (solvente e solução da FeCl3 (s)) (S). coloração inicial entre azul e vermelho é indicativo de presença de fenol quando o teste em branco é negativo. Precipitado escuro com tom azul indica a presença de taninos pirogálicos (taninos solúveis em água) e verde é a presença de taninos catequinas;
Flavonóides: alguns miligramas dos extratos foram dissolvidos em 10 mL em metanol e filtrados. Foram adicionadas gotas de HCl concentrado e restos de magnésio. A formação de coloração rosa, vermelha ou laranja indica um resultado positivo;
Cumarinas: alguns miligramas dos extratos foram colocados em tubos de ensaio, tampados com papel filtro de 0,22 m previamente impregnado e seco com solução metanólica de hidróxido de potássio a 5%. Os tubos de ensaio foram fervidos em banho-maria por 10 minutos, e os papéis do filtro foram expostos à luz UV a 365 nm. A presença de pontos azuis ou amarelos fluorescentes sob luz UV indica um resultado positivo;
Alcalóides: alguns miligramas dos extratos foram dissolvidos em solução de HCl a 5% e filtrados. Havia quatro tubos de ensaio nos quais foram adicionados os reagentes Mayer, Bertrand, Draggendorf e Bouchardat. A formação de precipitação indica um resultado positivo;
Quinonas: alguns miligramas dos extratos foram dissolvidos em 10 mL de éter etílico e filtrados. Foi adicionado 4 mL de solução de água hidróxido de amônio (NH4 4OH) 6M, estava agitado, e observou o aparecimento de coloração rosa ou vermelha na fase aquática.
Contraindicações
- Gravidez e Amamentação: O uso da Bromelia antiacantha é contraindicado para mulheres grávidas e durante o período de amamentação.
- Toxicidade (Raízes): Estudos indicam que o extrato das raízes de Bromelia antiacantha apresenta alta toxicidade (CL50 < 80 µg/mL), o que exige cautela extrema e desaconselha o uso medicinal sem orientação profissional.
- Riscos de Metabólitos Secundários: A presença de alcaloides, taninos, flavonoides, esteroides e saponinas nas raízes demanda cuidado.
Embora os frutos cozidos sejam consumidos popularmente para tratar doenças respiratórias (tosse, bronquite), o uso medicinal de qualquer parte da planta deve ser supervisionado por um profissional de saúde ou fitoterapeuta, dada a presença de compostos tóxicos em certas partes
Interações
Efeitos Adversos
Observações Importantes
📚 Referências-Base / Comprovação Científica
Compartilhe esta ficha técnica: